segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Viajando alrededor de la manzana


Hay manzanas en las ciudades del mundo en donde sentirse en casa es un alivio para el corazón.

Aquel lugar cálido en donde las personas se sienten bién " a sus anchas" "dono do pedaço", "at ease" "at home" "a proprio" "à l´aise".....

En Santo Domingo, República Dominicana, Ensanche Naco, la vuelta a la manzana de la casa de mi padre, era, y lo fue durante muchos viajes, hasta su muerte, el sosego de su mano, de las casas de sus vecinos y amigos, de la iglesia, del Hotel Naco, de la despensa, del tablao.


A la vez, la sensación de que todo estaba ahí en la Isla.... y a la vez no estaba..... se había ido al continente.... El malecón y el Mar Caribe para siempre en las pupilas.....

De niña a niña, Leganitos 18, Madrid, España, casa de los abuelos. Vuelta a la manzana, la Gran Vía, La Plaza Mayor.... y testigo en el tiempo...la Puerta de Alcalá...

Uruguay, Montevideo, Hidalgos 480, Punta Carretas, manzana de recuerdos inolvidables, aromas que no se borran jamás. Paseos por la Rambla, reuniones de familia, conversaciones, casamientos..... AVIONES!!!!!!!!!!!!!!! Vueltas a la manzana a pié, o en "cachila", riendo, tomando mate... Tambores de candombe en el carnaval!!!!!!!!!!!

Buenos Aires, Argentina, bolsita de mis recuerdos, de hija, hermana, de adolescente a mujer, de esposa, compañera, madre, muchas manzanas recorridas, aque aún hoy guardan los pasos caminados, andados, corridos, siempre sentidos...... los amores..... los amigos.....
De la Costanera, al mundo, en las vueltas a las manzanas de Buenos Aires......
¿Una manzana? Un secreto..........

¡Cúantas veces la manzana de Collins Avenue, Miami Beach, Florida, EEUU! El placer de la llegada, de la abertura del departamento, de las compras en el Public, The House of Panckakes, de caminar by the sea side y rumbear para Ocean Drive.... y sus Margaritas.....
Manzana que se cortaba por el canal, pero se abría en otros alleys y cuyos highways invitaban a la aventura......

Las manzanas de las playas del mundo, que fueron en algún momento "mi playa" en varias temporadas.... Punta del Este, La Romana, Ubatuba, Guarujá, Mar del Plata, Pinamar......

La manzana de mi barrio, São Paulo, Brasil, Higiénopolis, Martinico Prado..... ¡Qué lujo!
En la manzana está el mundo resumido, dar la vuelta es un placer!!!!!!!!! las 24 horas!!!!!!
¡Un libro para escribir!!!!.........

La vida pasando, y a través de sus vueltas, manzanas que vienen y manzanas que van.......

Y ahora, la vida continúa, y quien dá conmigo la vuelta a la manzana, es........ Valentín!!!!!!!!!!!!

sábado, 24 de julho de 2010

Vamos para o Alasca!


O cóndor passa... lá no alto da Cordilheira dos Andes.
A águia passa.... com as suas asas magistrais e o seu olhar agudo... lá no alto das montanhas da Alaska.

A viagem no navio, desde Seattle pelo inside channel e a volta pelo Oceáno Pacífico, mar aberto, no navio Norwegian Cruise. Passando por Vancouver e Victoria Island na Colúmbia Britânica em Canadá e já em Alaska por Ketchikan,Juneau, Skagway, Haines... Anchorage.

A paisagem é sempre verde, azul e branca, entre a vegetação, o mar, as geleiras e a neve... as vezes acompanhando o percurso, as baleias que se movimentam perto do navio, como querendo se mostrar. Um mundo silencioso, domínio animal.


De tanto em tanto aparecem os vilarejos, e cidades pequenas e pacatas estilo Far West, com um mundo próprio e particular, mistura de pessoas autóctonas com os seus Totens e sua história continental, e os americanos de origem inglêsa convivendo em uma geogra fia inóspita, em uma paisagem maravilhosa, e com uma vida diária quase salvagem.

Ursos pardos, alces, lobos, castores, a fauna pode ser vista nos bosques de Alaska. Depois, mais para o norte do país, Yukon, Fairbanks, mais perto do branco total, as focas convivendo com os esquimós.
Alaska é uma aventura verde, branca, com matizes azuis das geleiras...

A vida diária das cidades e vilarejos contrasta com a vida diária dos passageiros dos navios de luxo que sempre estâo ancorando nos seus portos. Roupas de abrigo, e botas fortes, para se proteger do frio quando descem, e vestimentas de festa, longas saias, e smokings para as noites, ao voltar para o navio.

O luxo, o bem passar, navegando entre as ilhas de Alaska. A vida silvestre, simples, e salvagem cada vez que o navio chega no porto para ancorar. Contrastes? Sim, como a vida mesma....

Depois, muitas fotos, muito para contar, mas cada um voltando para uma outra fauna e flora, da vida quotidiana das grandes cidades "civilizadas"...

Ferry no Mar da Irlanda


Mar da Irlanda, o Mar dos Celtas, desde Holyhead na Inglaterra até Dublim na Irlanda.

Devagar, o ónibus deixa a cidade de Londres, em direção ao Nordeste da Inglaterra. Pouco a pouco vão passando as pitorescas cidades saxônias. Birmingham, com as ruas cheias de lojas e negócios.

, com o seu estádio monumental de football e os seus hooligans. Liverpool, com o seu porto aberto ao Mar da Irlanda, mar dos antigos e místicos celtas, inesquecível cidade berço dos Beatles com o bar "The Tavern", testemunha vivente dos seus começos... (entrar dá um arrepio a quem é foi e será fã deles).
Manchester

Wales, País de Gales, se apresenta belo e ventoso e já em Bangor é possível entrar na Holy Island, ate Holyhead, porto final.... e porta para a aventura!!!!!

Atravessar o canal São George, e como um antigo vikingo chegar na Irlanda, mas desta vez em um moderno Ferry-Boat. (Um sonho feito realidade!!!!!!!!!!!!!!!)

(Quase a mesma experiência que o Ferry de Montevideo (Uruguay)- Buenos Aires (Argentina).
Suas acomodações parecem copiadas e a expectativa de navegar, aproveitar essas águas maravilhosas, ver chegar a outra beira, e entrar no porto, dá quase a mesma alegria, no rio uma , no mar a outra).

Se na memória fica a sensação do vento, é igual o registro dele em Montevideo e em Dublim. Que horror!!!!! Um vento frio, contínuo, soberbo.... mas que está sempre presente na lembrança.
Já em Dublim, tudo é verde, cor dos irlandeses, terra do "shamrock" o trebol, o Emblema Nacional do país, símbolo da boa sorte. Foi introduzido na Irlanda pelo São Patricio, St. Patrick, no ano 433 d.C.

O´Connel Street e suas lojas, ro rio Liffey, Christ Church, St. Patrick Cathedral (igreja Protestante) (St. Patrick em New York é Católica).

Seus Pubs como The Brazen Head, James Joyse Museum, a famosa fábrica de cerveja Guinnes Brewery, a estátua de Molly Malone (famosa porque representa o humor, a perseverância e a força da classe operária irlandesa).

Também pode se passar pela frente da casa do Bono, líder do U-To...

E tudo pode ser visto e conhecido aproveitando os Hop On - Hop Off européios, subindo e descendo deles a qualquer momento.

Como se fosse em um conto, mas aqui na Irlanda o conto é.... de duendes, e todos vestidos de cor verde com um shamrock na mão !!!!!!

sábado, 19 de junho de 2010

Relato de Roma

É impossível, caminhando por Roma, não sentir na pele um arrepio ancestral.O Império Romano, berço da civilização ocidental, ainda se sente no ar.... e como! Muitos italianos se comprimentam com um "Salve!".

A noite, na "Città Eterna" e especialmente no "sabato sera" as luzes começam a iluminar as sete colinas e tudo ao seu redor. Cada bairro, com suas ruazinhas, avenidas, monumentos antigos, restaurantes, tudo está junto, vizinhos, unidos pela Via Appia, a primeira via romana de Roma a Brindisi que foi mandada construir pelo Imperador Appius Claudius là por 312 a.C.


Em Roma, tudo é possível, é como entrar na quarta dimensão: o passado, o presente e o futuro (bairro Eure), estão aí, convidando a serem compartilhados, e a viajar no tempo.
Caminhar pela Via Appia, pegar "la metrovia", passar por "Caracalla", chegar às Catacumbas dos "paleo cristianos" é uma aventura quase dramâtica pois a condução lota, tanto de ida como de volta. Mas é uma aventura inesquecível!

E chega a "Notte Bianca", as 24 horas culturais, sem parar...
É de imaginar?
Roma inteira iluminada, lotada pelos milhares de habitantes e turistas que visitam as ruas, bares, museus, igrejas, capelas, o Tíber, Forum, Coliseum, Castello Sant´Angelo (inspirador da Ópera Tosca?), tudo aberto para o mundo aproveitar...

E no meio de todo esse ir e vir de pessoas....a confusão.
Um apagão geral que se inicia nos Alpes, cria uma algaravia na Suiça, sul da França e toda Italia, incluindo Sicilia.
Não, não dá para imaginar!!!
O blecaute nessa parte de Europa, no meio da noite, e especialmente na "Notte Bianca", que logo vira a "Notte Nera"... com pessoas do mundo fechadas nos metrôs, teatros, e demais lugares sendo visitados.

Horas depois, já de dia, os noticiários falam que a energia volta "come machie de tigre" (pouco a pouco como manchas de tigre).
Assim, a rotina volta também, ao seu curso...

"Notte Bianca" "Notte Nera"
Uma experiência irrepetível, fantástica..... na Roma imortal!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Alagados em Palermo (Sicília)

O navio zarpa essa noite.Tem o dia todo para caminhar livres por Palermo; uma cidade cheia de história, passeios, mistério... (e mafia?.... caminho do porto tem uma escultura, símbolo da Paz...).

A praça central, com o prédio do Teatro Massimo e os seus leões, marca o ponto de encontro com o grupo, no final do dia.

Um dia ensolarado, um “cielo dipinto di blue”, sem nuvens no horizonte. A ansiedade de conhecer cantos novos cresce. Caminham muito, cada vez bairros mais distantes. Lugares que com certeza foram também percorridos por fenícios e gregos;“catacumbas paleo-cristianas”, monumentos ancestrais.


O convento dos “cappuccini” abre suas portas e chama a atenção esse realismo-dramâtico que mostra. Nâo dá para perceber que o clima vai mudando. Nuvens pretas chegam com pressa, cobrindo os bairros da cidade.

As ruinas dos antigos, os muros medieváis, as ruazinhas estreitas, e no meio de tudo isso, o comércio, as lojas modernas, vendendo os artigos para os turistas e os habitantes do lugar. Todos misturados entre o passado e o presente. Uma cidade com uma história muito longa, e um presente que ainda não cruzou totalmente as fronteiras do tempo. O céu cada vez mais preto, os sons dos trovões se aproximando sorrateiros.

Exaustos depois de ter conhecido e caminhado o máximo possível,se sentam para tomar um café “espresso” perto dos muros de uma “chiesa del risorgimento”. Sem mais espera, aparece a chuva, pesada, cruel, fria, como gritando entre o barulho dos trovões. E em minutos tudo vira um caos.

Agora, pela chuva, as ruas ficam alagadas, os carros começam a boiar, as pessoas tentam se proteger desse inferno aquático. Como voltar? Aonde está o caminho certo para chegar ao ponto de encontro? O Teatro Massimo parece tão longe!!!!!!!!

Sendo turistas tentam pedir ajuda aos “carabinieri”. Mas a polícia está muito ocupada. Aliás, uma viatura quase bate as pessoas, tentando também atravessar a rua. Foi necessário um golpe com o guarda-chuva no capô do carro da polícia que freiou muito perto dos corpos , no meio do dilúvio.

A chuva forte, fortíssima, continua sem desejos de amainar. Mesmo com o fato do guardachuva no capô, nem a polícia pára, nem o dono do guarda-chuvas se amedronta. Com a água perto dos joelhos, e também quase cobrindo os pneus, não era mesmo o momento para discussões. A cena “Felliniana” está no seu explendor.

Mas a chuva, sempre acaba, segundo vemos em “Isabel vendo chover em Macondo”. Sem disculpas, sem aviso, de repente, assim como começa, acaba. Quase duas horas depois, e já de regreso à praça do encontro, a chuva parece fina, como uma garóa.Todo mundo se encontra, mas fisicamente, todos estão irreconhecíveis. Totalmente molhados, embebidos nessa mistura de cultura e chuva infinitas. Tempo depois, embarcam no navio. Outro mundo, outra história.

Um banho quente, roupa seca, uma lembrança pouco comúm. Depois dessa experiência, nenhuma outra chuva vai apavorar. Chega a noite nessa região da Europa.
Noite estrelada no mediterrâneo. O navio navega em silêncio... Dentro dele, luzes e animação... O amanhecer em Napoli tem um sol vermelho e amarelo, quase gigante.

Chuva? Trovões?
Tudo aquilo na lembrança é um sonho. Um sonho muito difícil de esquecer. A viagem continua e o sol mostra passo a passo seu esplendor. As fotos são testemunhas do percurso pela cidade de Palermo, capital da Sicilia.
Nem dá para pensar, que talvez, tem algumas nuvens chegando.... sorrateiras.!

Estrada a Puno (a porta para o Lago Titicaca)

A estrada era longa, escura, fria e solitária. Umas sete horas de Cuzco a Puno. O motorista, que parecia não ter dormido nas últimas noites, ofereceu uma manta para se aquecer. Ia ser uma noite gelada. E foi, até nevou là fora, mesmo sendo janeiro. Mas janeiro no alto dos Andes, numa altura, que devagar e entre penhascos, chegaria aos 3.825 metros.

O ónibus levava turistas e habitantes da região. Sentavam-se separados, conscientemente sentiam a distância das culturas.


Os collas (coyas) com sua própria identidade, roupa colorida e silêncio infinito, subiam e desciam do ónibus ao longo da estrada. Uma estrada que passo a passo ia quase chegando às nuvens.

Quando chegaram a Puno, por volta das quatro da madrugada, o motorista trancou as portas do ónibus. Todos dentro. Até o dia chegar, o amanhecer, e as portas da rodoviaria se abrirem, ninguém podia descer. (!!!!!). E assim foi até as seis da manhã.

Essa cidadezinha, quase fronteira com a Bolivia é pequena, misteriosa, solitária e movimentada ao mesmo tempo.

Puno fica à beira do Lago Titicaca. Um porto perto das nuvens, o lago mais alto do mundo. Daí se parte para à aventura. Navegar numa barca, cheia de pessoas de todas partes do mundo, que procuram saber os mistérios desse lago.

Parte das aguas pertence ao Peru, e uma outra à Bolivia. A fronteira está mesmo na agua. As ilhas que estão no lago, pertencem aos dois paises, definidas territorialmente. Aí temos a história, a lenda. Nesse lago, segundo os habitantes, nasceram o Sol e a Lua e assim os Incas.

Uma mistura de aymaras, collas, uros e outros regionais, habitam essas pequenas porções de ilhas. Algumas delas feitas com palhas de “totora” (as chamadas ilhas flutuantes). Uma interação de culturas perto do céu.

O Lago Titicaca é a porta lacustre para Copacabana, La Paz na Bolívia. São umas quatro horas de navegação para chegar às ilhas de Amantani e Taquile e ainda ter que caminhar e subir para poder ver uma paisagem maravilhosa. Os habitantes recebem às pessoas cordialmente, em silêncio, nesse silêncio infinito dos habitantes dos Andes.

O Titicaca (Pedra do Puma – na língua aymara) está aí, olhando para o mundo com seu olho espelhado. Poderoso, cheio de mistério, história e berço de civilizações....

Em Machu Pichu

O hall estava lotado. A multidão ficou atrás, depois de atravessar as portas da plataforma, aonde funcionários uniformados conduziam os passageiros até um trem moderno, organizado e prestes a sair.

Ainda era noite escura quando chegaram na estação do trem em Cuzco. (“Parecia Londres”... até pensou....). A viagem prometia a descoberta de um outro mundo, là perto das nuvens : Machu Pichu. O gerente do Hotel a acompanhou até a entrada perto do portão, e combinaram os horários do retorno.

Ela entrou no trem e sentou-se junto à janela.


O som dos trilhos, o apito da locomotiva, as pessoas se acomodando, as mochilas, o barulho, as vozes....

Ele entrou no vagão, devagar, com sua mochila pesada nas costas. Sentou-se perto dela e relaxou.

Esse apito anunciava uma viagem em direção à magia. Eram cinco ou seis horas até uma cidadezinha chamada “Aguas Calientes”.
Ela olhava maravilhada a paissagem, as montanhas, as pedras, o rio....

O movimento do trem e o calor da calefação contrastavam com a quietude là fora e o frio da noite.

”Logo vamos ver o sol e o dia amanhecer!"
As palavras dele iniciaram uma conversa que durou a viagem toda e poderia ter durado muitas outras mais.

Viajando nessa altura , so sentindo a vertigem da emoção. Folhas e chazinhos de coca para estabilizar o coração.
Aguas Calientes espera os turistas a beira do rio Urubamba . No meio do caminho a Machu Pichu.
Pequena e acolhedora, a cidade tem pousadas, restaurantes e uma energia que prepara às pessoas para o pulo à imortalidade.

Fazendo o Caminho do Inca (subir a montanha a pé) as pessoas se sentem imortáis. Quando se chega a Machu Pichu, se percebe que o lugar é um sonho, quem está aí faz parte desse monumento da Humanidade, dessa sensação de magnitude.
E se pensa “ Eu estou aqui” “Eu consegui” “Tocando as pedras faço parte delas” “Sinto em mim essa eternidade” .
No meio dos Andes, perto das nuvens, entre o mundo e sua história, é o abismo...

Eles caminham, conversam, tiram fotos. Primeiro em Aguas Calientes, depois em Machu Pichu. Sentem que já se conhecem de antes.

Machu Pichu e a porta à grandiosidade. Quem passa por ela já sabe. Quem entra pela Porta do Sol percebe que sua alma nâo vai querer voltar.
Sentar-se em uma pedra perto do abismo é sentir que essa energia pode te abraçar. Eles percorrem as casas, as quadras, os bairros os lugares sagrados dos lendários Incas e escutam com avidez as palavras dos guias.

Quando o percurso chega ao fim, os ónibus voltam pela estrada e suas curvas, paralela ao Caminho dos Incas.
As pessoas do mundo todo ficam caladas. A grandeza do lugar ainda está nas almas. E vai ficar.... para sempre.
O retorno, cansativo e longo está sempre acompanhado de fotos, lembranças, conversas,novos amigos e emoções compartilhadas.

Quando o trem sai voltando para o Cuzco, eles dormem, esgotados, apertados,um nos braços do outro. Sabendo que talvez este seja um último abraço antes da partida. O retorno de cada um a sua vida real em seus países de origem, a sua própria rotina.

De perto de longe, nos outros vagões, escutam-se as conversas em diversos idiomas.
Machu Pichu é um intercâmbio constante de energias. O mundo vai a ele levando as pessoas e ele vai ao mundo na memória e nos relatos delas.

Os cóndores passam, os incas ainda caminham nas montanhas resignados à história, as quenas se escutam no silêncio das paisagens.
A magia fica......para sempre.

Eles se conhecem, se maravilham, intimam, e quando a viagem acaba, se despedem.
O sonho acaba ao voltar...